domingo, 5 de outubro de 2014

Eufemismo...

E eu estava ali. Tentando me alimentar de algo que suprisse ‘uma certa’ nostalgia.
Procurei por todo meu interior, apenas aquilo que me fizesse sorrir ao me lembrar de você.
Encontrei vivas e claras lembranças... que por fim, me fizeram chorar ao ver que você não estava ali ao meu lado.



Mal sabia que o cupido tinha outros planos para mim, enquanto meu coração aprendeu a lutar com aquilo de mais precioso que resta quando algum relacionamento não dá certo: As boas lembranças.
Entendi que o amor não é um local que abriga refugiados que necessitam de um 'visto' para escapar; e passei a procurar paz em meio a guerra, tréguas em meio a discussões, a felicidade do outro em meus momentos de tristeza, a mostrar esperanças mesmo estando sem forças para acreditar.
Quando o hábito nos vicia a sentir determinados "sentimentos", perdemos muito do que pequenas mudanças podem nos proporcionar.

E quando tudo estava dito e feito, pude enxergar que oportunidades nunca se perdem. Alguém aproveitará as que você perdeu...

                                                                                                                                                                                                                                                                              Desde quando companhia significa alguma coisa?




Troquei o medo da solidão para ficar em minha própria companhia.

Se possuo esse poder, por que optaria em não usar?

Quando o passado se torna fora de alcance... não somos mais capazes de mudar os fatos.
Não é questão de se perdoar e sim, de eliminar culpas.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Inércia

Ilusões e realidades são paralelas à imaginação. A minha imaginação.
Intransigentes são apenas os medos que me assombram e as lembranças que me rodeiam.

No meio de todo paraíso, habita um precipício. O meu precipício.
Sonhos cercados por espinhos e dores envoltas por flores. Quanta ousadia!
Não é necessário se esconder em meios... Revele-se! É Hora de 'limpar ambientes'.

Me vejo em arredores cada vez menores e distantes. Distantes de mim, Distante de buscas, distante de vontades, distantes... da distância.
Talvez não seja possível retornar. Nem toda 'via' é de mão dupla! Duplicadas são apenas as sensações... de inconstância, que por vezes, são sufocantes.

Desprovidos de vínculos externo. Sim, é a verdade!
Não é necessário proximidade. Não é necessária a troca de informação sem conjuntura.
Mantenha-se abstrato, imparcial. Quem sabe assim as certezas predominam?!

Deixo em destaque, apenas as variedades de vulgaridades que me são permitidas. Pensamentos também são traiçoeiros!
Mostro-lhe apenas alguns poucos vultos de veracidades, já que extensas são as utopias que lhe cingem.

Acredite, às vezes é possível prever o futuro... Desarme-se! É hora de ‘limpar ambientes’.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mudanças, constâncias e variações

Descobri com o passar dos dias, que verdades e sentimentos são realmente exatos opostos.
Palavras falsas e imorais são 'jogadas' ao vento afim de que o mesmo lhe traga as devidas interpretações necessárias.
Sinceras? Talvez! Nenhuma verdade é absoluta, não é mesmo?
Pode ser que 'verdade', seja apenas aquilo que se espera ouvir, e não o que é preciso ser dito.
 Cada um acredita naquilo que melhor lhe convém!
Cada um se esconde sob aquilo que melhor lhe couber.

Vocábulos e atitudes podem progredir. Mas mentes? Desculpe-me! Algumas são mínimas e uma evolução seria esperar muito; do nada.

Esperar... imperdoável sensação de impossibilidade.
Acontece, que nem todos pensam assim!
Deixo sim, entre cortadas palavras, pensamentos e ações.
Não teria muito que falar quando a sensação é simplesmente de desapontamento.

Guardo em mim memórias, encaixes e imperfeições.
Guardo palavras ditas e também afugentadas.
Guardo-as em mim, ou quem sabe até mesmo fora de mim?

É apenas um dito não absoluto. E não há controvérsias.

Verdades e Utopias

"Eu quero sol nesse jardim..."

Às vezes eu queria também o jardim!
Às vezes, só às vezes, eu queria novamente planejar.
Queria eu, novamente ter alguns planos antigos pra pensar.
Com uma folha de papel e um lápis, traçar, organizar e materializar.
Nem tudo aquilo que se vai pode voltar...

Uma mente em pedaços pode sim ser mais deprimente que um coração em pedaços.

Palavras nem sempre são suficientes. Elas nem sempre podem consertar algo, ainda mais quando esse algo se denomina em sonhos.
Hoje sim, eu acredito em idas sem voltas!

Sem pensar no passado ou no amanhã, pois estes, já não me pertencem mais, já não ditam mais quem sou ou quem serei em alguns dias ou até mesmo anos.
Talvez fique tudo aqui no presente, no presente de um papel ou então, tudo me siga em sombras...

Não tenho a intenção de definir e nem mesmo de desfazer sensações. Só espero que elas por si só, habitem em coragens que muitos ainda ousam ter; e esqueçam que um dia me fizeram pensar que seria melhor recomeçar.