sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Relatos


Diga-me palavras vulneráveis. Diga-me palavras absurdas de um conforto aparente.
Diga-me palavras avulsas, diga-me palavras surpreendentemente... Sem fundamento!
Escreva-me uma epopéia sobre sua própria vida. Eternize suas lendas e...
Guarde-as equivocadamente em gavetas pessoais internas.




Solte-me ao vento que lhe foi soprado. Solte-me a censura que lhe foi cobrada.
Solte-me os gestos de nata ofensa que ironicamente lhe agrediram.
Escreva-me um resumo. Mas espalhe sobre a areia os meros e inoportunos sórdidos detalhes e...
Não se precipite em guardá-lo! É apenas uma tênue lembrança que deve ser nitidamente explícita a sentimentalistas afins.


Cria-me um objetivo sintético. Cria-me supostos e frágeis argumentos que me pouparão o real entendimento. 
Escreva-me um conto. Um conto, que relate evidentemente tudo o que eu não preciso saber. 
Transborde sobre linhas, respostas e questões que nunca tiveram um 'porque'.
Amontoe sobre espaços, pensamentos de dúvidas e incompreensões.
Rotule como projeção pessoal indefinida, aquilo que a mim já foi lançado à velhas e velhas datas.


Faça-me acreditar em fábulas! Faça-me despir de imoralidades analíticas firmadas em conceitos vistos e vividos. Faça me conceituar o seu talento...






E apresente-me novamente... Era uma vez.

Nenhum comentário:

Postar um comentário