Diga-me palavras vulneráveis. Diga-me palavras absurdas de um conforto aparente.
Diga-me palavras avulsas, diga-me palavras surpreendentemente... Sem fundamento!
Escreva-me uma epopéia sobre sua própria vida. Eternize suas lendas e...
Guarde-as equivocadamente em gavetas pessoais internas.
Solte-me ao vento que lhe foi soprado. Solte-me a censura que lhe foi cobrada.
Solte-me os gestos de nata ofensa que ironicamente lhe agrediram.
Escreva-me um resumo. Mas espalhe sobre a areia os meros e inoportunos sórdidos detalhes e...
Não se precipite em guardá-lo! É apenas uma tênue lembrança que deve ser nitidamente explícita a sentimentalistas afins.
Cria-me um objetivo sintético. Cria-me supostos e frágeis argumentos que me pouparão o real entendimento.
Escreva-me um conto. Um conto, que relate evidentemente tudo o que eu não preciso saber.
Transborde sobre linhas, respostas e questões que nunca tiveram um 'porque'.
Amontoe sobre espaços, pensamentos de dúvidas e incompreensões.
Rotule como projeção pessoal indefinida, aquilo que a mim já foi lançado à velhas e velhas datas.
Faça-me acreditar em fábulas! Faça-me despir de imoralidades analíticas firmadas em conceitos vistos e vividos. Faça me conceituar o seu talento...

E apresente-me novamente... Era uma vez.

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