Em busca de tentativas inválidas, enganei a mim mesma... sem
saber.
Sem saber o que sentia, me afugentei em falsas verdades, na
esperança de apagar memórias e laços de um passado não muito duradouro.
Descontínuas e infláveis tentativas... se fizeram vão.
Mostro-me sem reações e sem julgamentos internos. Aprecio o
silêncio desta vez. Palavras seriam tão imorais neste momento...
Darei lugar às lágrimas, que falam por si só, sem precisar
ao menos de ilucidas explicações.
Tento por mim mesma, recompor meus próprios passos. Atropelo
por vezes verdades que nunca se quer foram ditas; e oculto por fim, vontades
tão miseráveis de arrogância e desprezo...
Sinto-me nua diante de meus próprios olhos.
Volto-me para dentro de mim; e vejo que há algo, que a muito
já está enfadado por tantas questões imemoráveis.
Pensamentos me acumulam por horas, confusos e distintos
sentimentos, que são expressos nitidamente pela minha face, ou quem sabe pelos
meus olhos...?!
Desejo apenas que o vento os leve para longe do meu coração.
Desejo apenas, que as horas sobrevoem sobre lembranças, que
mesmo descompassadas, são tão singelas e covardes...
E que lentamente escurecem e jogam fora todo o tempo em que
gastei, tentando enterrá-las bruscamente dentro de um vulnerável e sensível órgão,
chamado coração.


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