quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bem vindo ao Novo

Eu optei por te amar. Optei, por estar ao seu lado admirando seu sorriso, por segurar suas mãos, quando eu poderia caminhar sozinho! Optei por compartilhar com você as suas dores, os seus tédios e medos... E assim tambem os meus.
Optei, por oferecer a você o melhor de mim, o meu melhor humor, o melhor sorriso...
Optei por aceitar os seus defeitos e a encarar com você o seu "dia mau"... E a estar somente com você aos sábados a noite.




Mas como as coisas mudam não é mesmo?       




Portanto, hoje, eu escolho não te amar! Escolho a distância, de modo a evitar seu sorriso. Escolho caminhar sozinho, sem segurar suas mãos. Escolho por individualizar minhas dores e medos, esperando que você também faça o mesmo com seus tédios, ou ainda, que você compartilhe com alguém, que não seja eu.
Escolho não oferecer nada a você, nem o meu melhor e menos ainda o meu pior. Escolho te oferecer o meu espaço e consequentemente o meu silêncio. Decido por esquecer os seus defeitos e torcer para que você sem mim, encare seus dias e siga em frente.


Não. Você não precisa de mim! E obviamente, a recíproca também é verdadeira! 
E sabe o que é mais interessante?
É que eu demorei tempo demais para decidir por tudo isso. Perdi muito do meu tempo por tentar fazer com que as coisas fossem diferentes, mas... O clima não te foi tão favorável.
E hoje, com as minhas particulares escolhas posso perceber, que tudo, não passa de uma grande comodidade. Nos apegamos ao que é mais cômodo, por ter um ressaltante medo dentro de nós.
Medo de não ter ninguém a quem compartilhar nossas vontades e inseguranças. E assim, remoer dentro de si tudo sozinho.
Que ridículo! Quão vazio o homem é capaz de se fazer e ainda assim se mostrar o dono da razão. 


Queiramos aguardar pelo dia em que cada um se enchergue e se valorize pelo que é, sem o medo de individualizar o que lhe é doído; e sim, de compartilhar o que lhe é incabível.
Aguardemos por um dia ilusório. Por uma era utópica. Aliás, aguardemos pela criação de um segundo mundo, um mundo particular onde cada um seja conforme a sua vontade; como por muito tempo, eu fui curiosamente "forçada" a ser platéia e assistir de perto a essa criação e vivência de submundo de um ser naturalista, porém, ilusionista.


Tens medo da realidade? Crie o seu próprio mundo! Se acovarde em suas próprias razões!
Julga-se corajoso o bastante? Pois bem. Seja bem vindo ao mundo real! Encare-o sem a estúpida formação individual de um falso caráter.


"O importante é ser você, mesmo que seja estranho!, mesmo que seja bizarro"



Um comentário:

  1. O medo de ser sozinho. Temos medo e as vezes abraçamos a primeira " má oportunidade " que nos aparece, mas nos esquecemos, temos amigos , família, temos fé em um Deus, beijos , abraços , romance podemos encontrar diversos ... mas desejar todo dia a mesma pessoa , tem que ser algo muito especial, digno de você mesmo, por isso o mais importante de tudo é o amor próprio.

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